De onde vieram os problemas e o que motivou a criar um escritório de arquitetura
A arquitetura é a arte e a ciência de projetar e construir edifícios e estruturas que atendam às necessidades humanas, justamente por essa razão que o ser humano tem de ser colocado como a principal questão na resolução de um projeto arquitetônico ou urbano.
Pensar um projeto é pensar em pessoas.’’ Yuri Novaes.

Entender que o desenvolvimento tem que estar relacionado com um ponto de partida que seja favorável às condições humanas é uma análise um pouco mais sólida nos dias de hoje, porém há aproximadamente cem anos era quase uma visão utópica. Alguns exemplos que evidenciariam essa afirmação se dão por uma breve análise ao desenvolvimento urbano de São Paulo.

O Brasil, por sua vez, sempre teve o potencial de ser um país modelo, mas não por seu desenvolvimento – pois comparado a outros países ainda estaria próximo ao berço da existência – mas sim por suas riquezas e belezas naturais. São Paulo faz parte desse conjunto de maravilhas naturais; sabemos o quanto essa afirmação se distancia das atuais características construtivas e urbanas existentes, mas imaginar o princípio de seu desenvolvimento ilustra ainda mais essa análise.
No alto de uma colina nascia a Vila de São Paulo de Piratininga. Piratininga é o antigo nome do Rio TamanduateÍ. Assim que os jesuítas chegaram a São Paulo, se alocaram e construíram suas capelas em lugares onde os indígenas sabiamente haviam escolhido, próximo ao rio Tamanduateí e ao Rio Anhangabaú, de acordo com o Prof. Nestor Goulart Reis, do departamento de história da arquitetura da FAU-USP. O motivo do lugar escolhido era único: de um lado era facilmente encontrada a mata mais densa, e com facilidade poderia ser extraída água mais limpa e saudável para o consumo, e do outro lado, no Rio Tamanduateí, era feita uma ligação ao Rio Tietê; o Rio Tietê, por sua vez, já fazia uma conexão através de transportes fluviais, e assim possibilitava a locomoção encontrando com o Rio Paranapanema, Rio Paraná, circulando toda a região no início de São Paulo.

Provavelmente todos que já visitaram o Mercado Municipal em São Paulo já notaram a existência de um grande canal; pois bem, esse em teoria seria o Rio Tamanduateí. Imaginem que ele já beirou a famosa 25 de Março, e ali havia um porto; em 1857 esse local já seria uma área de um certo intenso uso comercial popular. Ali seria o Mercado dos Caipiras, onde os produtores rurais e pescadores comercializavam seus produtos. A expansão do comércio cafeicultor pelo interior de São Paulo atraía investimentos e recursos para a cidade, e em 1867, estrategicamente usando as direções propostas pelos rios, surgia a Ferrovia São Paulo Railway, única responsável por estabelecer a ligação ao mar. As ferrovias funcionaram como a espinha dorsal do desenvolvimento brasileiro – a modernidade havia chegado.

A máquina alterou a relação e o comportamento da cidade e a interação com os seus rios, a pesca consumida pela cidade já não era mais a do Rio e sim do mar, vinda em vagões. O problema se agrava nesse momento: as distâncias se encurtaram e a partir daí os rios que pontuaram o início de uma cidade passaram a ser obstáculos para seu desenvolvimento. Em viagens que acredito já serem tendenciosas, técnicos – homens de negócio – faziam passagem por Lion, Moscou, Viena, Veneza, entre outros, e traziam como solução urbanizar São Paulo, pois viam que esse era o rumo para o futuro, porém todos os argumentos sanitaristas e hidráulicos da época eram para planificar, aumentar o solo com potencial e vender esses lotes. Diziam até na época que os problemas de gripes e infecções eram proporcionados por seus rios e por isso existia a necessidade de canalizar e planificar.
Porém muitas das cidades citadas em suas viagens, antes das radiais concêntricas, já estabeleciam o uso dos anéis fluviais e sua manutenção, e também haviam desenvolvido os anéis ferroviários, mas na época não queriam vender mais trens – e muito menos barcos -; queriam vender os carros.

O ponto de partida do desenvolvimento de uma cidade e da criação de um modelo de urbanização brasileiro não foi alinhado com as reais necessidades humanas, as quais seriam de extrema importância para um convívio mais saudável. Assim foram gerados os problemas urbanos paulistas, e alguns desses rios citados já tinham a característica de transbordamento, mas suas características naturais faziam acontecer de uma forma natural, não agressiva; a natureza, por sua vez, faz acontecer como acontecia antigamente, porém agora, com a existência urbana, prejudica o dia a dia do cidadão de São Paulo, que convive com a enchente.
Agora, veja bem: já pensou se tivéssemos potencializado nossos recursos naturais e os desenvolvido como ponto de partida? São Paulo seria o cartão de visita do mundo – rios lindos serpenteando a nossa principal cidade brasileira. Ainda não é o fim; precisamos revisar nosso contexto desenvolvimentista urbano e criar um novo documento que poderia ser o preceito para um desenvolvimento mais harmônico e sustentável das cidades brasileiras, sejam elas litorâneas ou serranas É belo porque é Brasil; é belo porque é Pindorama!

Entendendo todo esse desenvolvimento que parte sem um princípio alinhado com o bem estar dos seres humanos, compreendemos a necessidade de um estudo histórico e consciente para uma boa elaboração de um ponto de partida.
Surge a inspiração para criar o Escritório Pindorama Arquitetura. Já o nome diz tudo: Pindorama é como, afetivamente, indígenas brasileiros chamam o Brasil – significa a terra das palmeiras. Então, estendendo a importância de uma análise apurada para propor soluções alinhadas ao bem estar da população, o nome surge junto ao contexto inicial, que, como já descrito no texto: Brasil, o país com potencial para ser modelo graças às suas belezas e evidências naturais.
Pindorama tem como propósito despertar sensações através de ideias e projetos, carregado de um design leve e simples, as propostas insinuam e despertam o aconchego e acolhimento, trazendo referências do que existe de melhor e mais tecnológico em todo o mundo.
A melhor sensação é quando entregamos uma obra e conseguimos olhar no fundo dos olhos de nossos clientes e ver o brilho de alegria e satisfação. É como poesia, porém ao invés das palavras proporcionamos sensações através de um bom estudo espacial usando tijolos, concreto e ferro.

Imagine uma casa em meio à natureza, rodeada por árvores, pássaros e um rio que corre ao fundo. Essa é a imagem perfeita de uma residência que está inserida na natureza, suas qualidades são inúmeras.
Primeiramente, a beleza natural que envolve a casa é inegável. A paisagem que se estende aos olhos é única, proporcionando uma sensação de paz e tranquilidade. Os sons da natureza são a trilha sonora perfeita para o dia a dia, com pássaros cantando, o vento nas árvores e o som suave do rio. O ar puro e fresco é uma bênção para a saúde, especialmente em comparação com o ar poluído das cidades.
Além da beleza, a natureza ao redor da casa oferece diversas oportunidades de lazer e atividades ao ar livre. Caminhadas, trilhas de bicicleta e pesca são apenas algumas das opções que se abrem para aqueles que vivem em uma casa inserida na natureza. É um lugar perfeito para relaxar e desfrutar da beleza natural, longe do barulho e da agitação da cidade.

A privacidade é outro grande benefício de uma residência inserida na natureza. As árvores e a paisagem natural criam uma barreira natural que mantém a casa afastada dos olhos curiosos e da agitação urbana. Isso proporciona uma sensação de tranquilidade e segurança, tornando a casa um verdadeiro refúgio para seus moradores.

Por fim, não podemos ignorar o impacto positivo que a natureza tem sobre a nossa saúde e bem-estar. Estudos mostram que a exposição à natureza pode reduzir o estresse, melhorar o humor e aumentar a sensação de bem-estar geral. Viver em uma casa inserida na natureza, portanto, pode ser uma ótima maneira de melhorar a qualidade de vida.
Em resumo, uma residência inserida na natureza é uma escolha maravilhosa para aqueles que buscam beleza, privacidade, lazer e bem-estar. É um lugar onde a natureza é a protagonista, proporcionando um ambiente único e agradável para seus moradores.
Integrar toda natureza nos ambientes internos foi nossa maior preocupação dentro desse projeto, fazendo assim um estudo apurado do Biophilic Design.

O biophilic design é uma abordagem que busca incorporar a natureza e seus elementos na concepção e construção de espaços arquitetônicos. A integração do biophilic design na arquitetura é importante por vários motivos:
Benefícios à saúde: Estudos mostram que a exposição à natureza e seus elementos podem reduzir o estresse, melhorar a concentração, diminuir a pressão arterial e melhorar o bem-estar geral. Ao incorporar esses elementos na arquitetura, podemos criar espaços mais saudáveis e agradáveis para as pessoas.
Sustentabilidade: O biophilic design também pode promover a sustentabilidade, ao utilizar materiais e recursos locais, aproveitar a luz natural e reduzir o consumo de energia.
Melhoria da produtividade: Ao integrar elementos naturais na arquitetura, como luz natural e plantas, é possível melhorar a produtividade dos ocupantes do espaço, resultando em maior eficiência e desempenho.
Estética: O biophilic design pode proporcionar espaços visualmente atraentes e interessantes, ao incorporar elementos naturais e orgânicos na arquitetura.
Por esses motivos, a integração do biophilic design na arquitetura é cada vez mais valorizada e buscada por profissionais e clientes que desejam criar espaços saudáveis, sustentáveis e agradáveis.
Um respiro com Buava…

Autor(es)
PARTNER
yuri novaes
Nascido na cidade de Amparo, SP Yuri Novaes inicia sua carreira na arquitetura em 2017 onde pode contribuir para grandes escritórios trabalhando em projetos que atendiam atores e atrizes globais, compondo também o elenco como arquiteto da equipe que foi ganhadora de uma das maiores mostras de arquitetura e decoração do interior de São Paulo, Campinas Decor. (escritórioPM).
Após completar seu ciclo em 2019 Yuri Novaes forma sua identidade arquitetônica e cria Pindorama Arquitetura, com intuito de propor um design arquitetônico nada trivial e que proporcionara aconchego e acolhimento, em 2020 o Estúdio de criação sai do papel e o arquiteto passa a ter sede em Armação dos Búzios - RJ, Campinas - SP e Curitiba - PR, onde atende e compõe equipes para trabalhar executar projetos em todo Brasil.

